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sábado, 15 de março de 2014

Enchendo Linguiça: O caso da atriz no ônibus é o caso de você no ônibus

tá "vazio"


Existem coisas por aí que não dá pra entender. Na verdade até que dá. O que é entristecedor é o porquê de a gente justamente entender o que nosso próprio julgamento diz que não entende, afinal, não era para fazer sentido.
Muita gente com acesso a internet no Brasil leu algo a respeito da atriz Lucélia Santos andando de ônibus no Rio de Janeiro. Ela foi fotografada em pé, num ônibus lotado, e a imagem publicada por uma fã saiu no jornal Extra, e foi o mais novo alvo de piadas de péssimo gosto saídas dos dedos que digitavam especulações de todo tipo sobre a vida pessoal e situação financeira da atriz, ou até pelo simples fato de ela ser famosa e assim "não poder estar ali".
É claro que depois dessa chuva de comentários, Lucélia Santos soltou o verbo em seu Twitter: 

"O Brasil é o único país que conheço em que andar de ônibus é politicamente incorreto!!!!!! Vai entender... Isso porque os ônibus aqui e transportes coletivos, de um modo geral, são precários e ordinários, o que mostra total desrespeito à população! Em qualquer país civilizado, educado e organizado, é o contrário. As pessoas dão prioridade a transportes coletivos para proteger o meio ambiente. Os governos deveriam investir em transportes decentes para a população, com conforto e dignidade, e depois pretender fazer discursos de um mundo. A imprensa deveria usar sua inteligência para divulgar campanhas para os transportes públicos coletivos de primeira grandeza. Terminando: O Brasil deveria ler mais, se instruir mais, desejar mais e sair da burrice de consumo idiota e descartável que lhe dá carros."

Então, o desabafo dela só retratou mais do pensamento comum que está aí, por todos os lados. Por que andar de ônibus é errado, motivo de vergonha pra muita gente? Pegar o ônibus, pagar uma passagem para fazer um percurso de um lugar a outro não é motivo de vergonha, não é palhaçada. Quando a gente usa o transporte coletivo, estamos usufruindo de um direito que nos é concedido.
Infelizmente, um direito muito mal concedido, mas cabe a nós correr atrás, exigir daqueles que tem o dever de cuidar disso uma solução melhor, para que as pessoas se sintam incentivadas a deixar os carros em casa, a deixar de pagar muito mais por gasolina simplesmente porque vale a pena entrar num veículo limpo, seguro e que abrange os pontos da cidade como um todo, para assim chegar ao destino sem problemas.
Sim, os governos e as empresas que fazem o transporte são desrespeitosos. Sim, eles só querem saber do lucro que vem disso e para isso não se importam em transformar os ônibus em latas de sardinhas humanas, cheias de defeitos e que podem trazer riscos até à saúde de quem está dentro. E isso acontece em quase todas as cidades que tem transporte público no Brasil. É ônibus sucateado, é metrô dando problema, são 200 pessoas num veículo que cabem 70, é falta de investimento em vias exclusivas para agilizar o transporte, e por aí vai. E quando as pessoas se juntam para protestar, exigir uma melhora em todo o sistema do qual nós temos direito, vem o julgamento, vem parte da imprensa, vem a repressão, vem as empresas e os governos que querem mostrar, a todo e qualquer custo, "quem é que manda na bagaça".
E quem paga o pato? É a população, que só queria entrar num ônibus e ir para o lugar que quer, que precisa ir, sem se preocupar com precariedade, preços abusivos de passagem, lotação excessiva, violência, ou qualquer dos problemas a mais que existem e que se fosse para listar aqui, você demoraria horas e horas para ler o texto.
E é por isso que o caso da atriz no ônibus é o caso de você no ônibus. Ela só estava exercendo o direito de ir e vir na cidade, da mesma forma que você tem, sem precisar ter ou usar um veículo próprio para isso. E é claro, quem sabe um dia as pessoas percebam que não precisam ter carros apenas por status, para mostrar que não precisa se enfiar num ônibus. Ou mesmo simplesmente aqueles que tem um carro por não aguentarem mais esse transporte de m*rda que temos por aqui, consigam ter mais esperança na vida. O transporte particular tem que ser uma opção bem pensada, não uma espécie de obrigação de status ou de livramento. Quem gosta, quem quer, quem tem consciência do que é ter um carro, e não quem simplesmente quer se mostrar, ou se livrar da tal da lata de sardinha humana diária.
Mas para isso acontecer, o primeiro passo é a confiança num transporte público decente. Coisa que infelizmente não está dando para ter.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Enchendo Linguiça: Play na saga dos doces

    Todo ano surgem novidades de todo tipo pelos cantos do meio da Internet que de repente pegam, e pegam bonito, entre as pessoas que se conectam. E é claro que uma dessas grandes coisas que fizeram de 2013 um ano mais movimentado (e bem açucarado) é aquele jogo dos doces que se movimentam por todos os lados, o three-match (jogo que te desafia a reunir três peças da mesma cor) Candy Crush.
   O jogo chamativo, colorido e extremamente calórico e viciante foi dominando todo tipo de pessoas pelos caminhos da Internet até chegar a certos limites inexplicáveis. Em suas quase 400 fases (ou mais, já que elas aumentam a cada atualização), acontecem lutas diárias contra gelatinas, chantilis, chocolates, e todo tipo de limite de movimento que te traz obstáculo para vencer uma fase e avançar a outra. Sem falar na busca incessante pelos doces listrados, embrulhados, docinhos de mais cinco segundos, pelos brigadeiros (ah, os brigadeiros), e por sweet, tasty, delicious, divine...
     Depois de muito tempo jogando, e talvez de um vício se tornando mais brando, existem algumas coisas a declarar sobre o Candy Crush. Primeiro, é um jogo chato para caramba. Sim, é um jogo chato demais, e isso são palavras de alguém que resolveu ficar viciado nisso. Chega num ponto que você não suporta mais aquela mesma fase nada passável, ou aquela coisa de ficar juntando doce da mesma cor para explodir e enfim, passar. Mas mesmo sendo chato, é bom, e passa o tempo que é uma beleza. Outra coisa, a música dele é sebosa, e dá para contar nos dedos quem é que logo na primeira fase não desliga aquela música mais grudenta que balinha velha dentro do papel.
    É interessante ver o quão engraçado é quando as pessoas que odiavam solicitações de jogos no Facebook pedirem vidas umas para as outras. O desespero para continuar jogando sem ter que esperar sebosas e grudentas meias horas enquanto o jogo carrega uma mísera vida leva todo mundo a loucura.
      Mas o que se vê da saga dos doces é que, como todo jogo moda, ele está aos poucos indo embora da grande massa popular facebookiana que aderiu a esse movimento, igual sempre acontece.

E que venha a próxima mania passa-tempo das internetes. 
(Mas agora, se quiser me mandar uma vida, eu aceito, obrigado.)

sábado, 23 de março de 2013

Enchendo Linguiça: A Hora da Indireta

Vai uma carapuça?
    
    As redes sociais chegaram chegando e trouxeram uma nova visibilidade às nossas possibilidades de "dizer"o que queremos. E nessa onda de poder expressar todos os sentimentos profundos escondidos dentro de nossas cabeças, surge a tal da indireta. Todo mundo, ou ao menos quase todo mundo, já desabafou indiretamente em alguma rede social. 
    É incrível como a Internet como um todo faz as pessoas se sentirem livres, desimpedidas de dizer o que querem. É também incrível a capacidade que todos nós como seres humanos temos de dizer algo implicitamente apenas para não atingir "na cara" o dito cujo a quem a frase diz respeito. E na internet, um espaço em que a gente pode deixar apenas o escrito pelo escrito, sem precisar fazer caras e bocas para demonstrar a força do nosso pensamento, é que a coisa desanda de vez. O que vemos é uma chuva de palavras e frases que não citam o nome de quem elas dizem respeito, mas qualquer um percebe que existe alguém por trás da motivação da pessoa que escreveu.
    E todo mundo joga indireta, todo mundo fala o que quer sem dizer pra quem quer. E aí os destinatários podem ser de todas as formas e tipos possíveis. Aquele "amiguinho(a)" do namorado(a), aquele falso amigo, a mãe que não quer deixar a filha sair pra festa da galera e diz que ela "não é todo mundo", ou então a própria internet que caiu e demorou dois dias pra voltar, ou até mesmo aquelas pessoas que desde sempre se resolveu odiar, ou invejar mesmo, vai saber... Tem gente que faz isso sempre em alguma hora predeterminada, ou então sempre em qualquer momento de raiva, ou então a qualquer hora que mesmo uma folha de árvore jogada no chão for capaz de incomodar.
    O que interessa é que a indireta tem sempre seus momentos, e as redes sociais acabaram se tornando um grande e especial lugar para que isso possa acontecer, afinal, podemos dizer e deixar lá, pra todo mundo ver, e se "a carapuça servir", a indireta está dada, e deixada por lá. 

domingo, 18 de novembro de 2012

Ano Dois

E depois e muitos posts bem vistos, mal vistos, grandes, pequenos, bem escritos, mel escritos, pessimamente escritos, elaborados, na hora, não terminados, chateantes, revoltados, engraçados, comentados, esquecidos, elogiados, xingados, maltratados, esquisitos, sem sentido, com todo o sentido, idiotas, bestas, desabafos, e por aí vai, essa coisa aqui que também é conhecida como blog vem completando nesse 18 de novembro de 2012 seus 2 anos de existência e atividade um tanto quanto estranha. Mas quem leu e gostou continua sendo bem vindo, quem leu e não gostou pode ler de novo para quem sabe gostar (ou não). E quem não leu, chega mais e dá uma lida, e diz se gosta ou não. São dois anos de um blog que nem é nenhum "O Blog", mas está aí para quem quiser ler, e isso já é bom. Só resta dizer um obrigado a esses poucos, mas os poucos que mesmo não sendo muitos, motivam para que isso aqui dure.



sábado, 27 de outubro de 2012

Enchendo Linguiça: Do vento na cortina

   Decidido a prestar atenção a cada parte que preenchia a imensidão de sua casa, começou a andar pelos cômodos, observando minunciosamente cada detalhe de cada pedaço que ia encontrado através de seus contados passos. Paralisou, fixou o olhar aberto naquele lugar que parecia mágico.
   Olhou para a janela, que era coberta por uma cortina cinza e opaca, que por causa do vento ia para frente e ia para trás, para frente e para trás... Trazendo e devolvendo, trazendo e devolvendo, trazendo e devolvendo a luz para o sol...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Enchendo Linguiça: Oitocentas e quarenta páginas

Sabe, certo dia me criticaram porque eu lia um livro que não era nem um pouco querido por todos que o possuíam naquele momento. Bom, o livro não era nem um pouco querido por quê? Eu poderia dar meus palpites, talvez porque a grande maioria só tinha preguiça por causa de seu tamanho um tantinho maior do que o que seria considerado normal para eles. São oitocentas e quarenta páginas. Mais de oitocentos postos de conteúdo prontos para seres explorados da forma que o leitor achar melhor: o que é característica de qualquer livro, claro, com mais ou menos desse número.
Pois então. Julgar um livro pela capa é péssimo, mas o cúmulo de qualquer falta básica de conhecimento é perceber que existem pessoas que julgam um livro simplesmente porque ele tem certo número de páginas. Já vi muita gente deixar de ler algo sobre assunto de seu gosto porque tinha página demais. Ao contrário do tema desse post, encher linguiça é uma coisa muito chata, mas convenhamos que só descobriremos a encheção de linguiça se pararmos para ver o conteúdo.
E é por isso que ler é a melhor forma de descobrir se a leitura vai ser boa, adequada ou não. Ler um livro de oitocentas e quarenta páginas pode ser bom para mim e péssimo para você. Mas será que seria péssimo para você apenas porque são de um número grande de páginas? Não seria justo que fosse ao menos péssimo porque o conteúdo - esse sim sendo importante - não lhe agrada? O que importa não seria o conteúdo, dane-se se com uma única ou milhares de páginas?
Talvez seja por isso que muita gente se coloca no direito de reclamar que não aprende as coisas, tem muito conteúdo disponível para assimilar porém está preocupado com o tanto de páginas. Bom, o ato de não conseguir aprender sem tentar aprender dispensa comentários. Leia pouco, leia muito, leia o quanto puder... Leia! 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Enchendo Linguiça: Sem encheção de linguiça, todo mundo parando


E o ano de 2012 chegou para abalar o sistema público (e privado, em alguns casos) brasileiro. O povo decidiu ir a luta pelos direitos que reivindicam. Greves, greves e greves de todos os tipos vêm acontecendo nos mais variados lugares do território nacional.
Transporte público, militares, médicos, bancos, professores, universidades, enfim, funcionários estão indo em busca do que sentem falta. Muitos direitos desrespeitados acabam deflagrando uma onda de greves que muitas vezes acabam sendo necessárias. Desde o início do ano que tem se percebido esse aumento sucessivo nas paralisações. E pelo jeito, vai continuar.
E cada vez a tendência é dos movimentos continuarem. Um forte exemplo, e que deve-se prestar bastante atenção a este pela falta de divulgação da mídia, é a greve que vem atingindo as universidades e institutos federais. Pois bem, poucos veículos de imprensa deram atenção necessária a essa situação. Na verdade, o que se observa é que muitos dos grandes veículos de comunicação sequer tocaram no assunto, e se foi feito, de forma o mais mínimo possível. Mas o que interessa é que não pode ficar assim. A situação nas instituições federais de ensino só tende a piorar. Atualmente, pouquíssimas ainda não aderiram ao movimento nacional.
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - Andes) defende que o atual modelo não atende a uma evolução do professor ao longo da profissão de modo satisfatório. O Ministério da Educação acaba por considerar a greve precipitada, dizendo que o plano de carreira está para ser implementado no ano de 2013. Enquanto isso, professores de braços cruzados e alunos sem estudar. Segundo o Andes, o movimento continua até o governo apresentar propostas para a categoria. 
Enquanto isso, braços cruzados, alunos sem aula. 


sábado, 5 de maio de 2012

Enchendo Linguiça: Contando Palavras, Com Essa Letra


Qualquer ser brasileiro, desde sua mais remota infância, e claro, desde que tenha possuído ela (vai saber se todos os que sabem ler não conhecem) já jogou aquele típico jogo, conhecido como Stop, Adedonha, Adedanha, Letrinhas, etc.
Sim, meu caro leitor, não falo nada mais, nada menos que daquele jogo onde certa letra é lançada e você deve responder palavrasque começam com essa letra de acordo com o respectivo tema. E desse negócio de tema surgem os mais variados, dos mais criativos aos indispensáveis.
Nome é sempre o primeiro item e e você sempre vai encontrá-lo numa adedonha perto de você. Geralmente é o escape que se tem para que você escreva qualquer coisa e justifique dizendo que conhece uma pessoa que se chame assim. Deveriam ser nomes normais, mas como nada especifica, e ninguém vai ficar mostrando a identidade da pessoa nomeada, é e sempre será o quesito que no mínimo algum ponto será conquistado.
Daí vem o animal. Outro mega indispensável. Geralmente - não sempre - as pessoas tem a santa criatividade de achar que podem especificar demais (já vi uma "girafa do pescoço curto", e uma "tarântula verde") e ainda dizer que já viram. Agora todo mundo é testemunha ocular de mutações celulares imaginárias e mosntruosas, mas às vezes se torna aceitável.
Cidade, Estado ou País (ah, o famoso CEP). Uma pessoa muito da desinformada acabaria informando aquele conjunto de números que identificam uma rua, mas qualquer um que já tenha jogado esse maligno jogo sabe que esse é outro quesito muito presente e muito polêmico. Sim, porque de tudo um pouco vale para roubar uns pontinhos nesse quesito. Desde cidades imaginárias até micronações já foram citadas nesse tema, que não faz jus ao nome. Cidade, estado ou país, não quer dizer que devemos colocar ilha, continente, oceano, planeta, galáxia, enfim... Cada um joga com suas regras, bizarras ou não (e se tratando de bizarrice, exemplo é o que não falta).
Parte do Corpo Humano, outro tema quase nunca jogado fora e que nos leva a pensar em ideias cada vez mais absurda. A redundância ali é completamente sem limite (já vi, por exemplo, pessoas colocares "mão esquerda", "célula epitelial") e desnecessária. Coisa básica, tipo, é claro que a mão esquerda é muito diferente da mão direita, apesar de serem mãos.
Outro tema interessante é Fruta, que eu diria ter sofrido uma evolução Darwiniana. No começo, só valia fruta. Um tempo passou, a coisa se transformou em FLV (Fruta, Legume ou Verdura), e hoje todo tipo de comida (se brincar até o espetinho de gafanhoto chinês) é considerado nesse delicioso quesito.
A sogra é outra vítima desse maldito engraçado jogo. Minha Sogra É, digamos que seja outra válvula de escape para se conseguir uns pontinhos. Qualquer coisa tá valendo, o importante é atingir a "dona coisa" (claro, fique a vontade se quiser ser um bom menino e elogiá-la).
Por fim, ainda há esperanças de surgitem temas criativos e sem o menor nexo, em que qualquer besteira, apenas para fazer a graça do jogo, se faz presente. As vezes algo constrangedor, ou alguma coisa para se escrever besteiras. Claro, geralmente também encontramos Profissão, Marca, Filme, Instrumento Musical, Carro, Eu Faria no Bosque da UFG, enfim, a criatividade está ao seu alcance para que o jogo seja o mais divertido possível.
Toda besteira, redundância, idiotice ou palhaçada faz da adedonha/stop/adedanha um dos melhores jogos para se divertir com quem você gosta, seja criança, adulto, idoso, cachorro, papagaio, enfim, fica a dica.

sábado, 24 de março de 2012

Enchendo Linguiça: Decaindo sem sentido

Aqui, como quem não quer nada, somos treze. De treze, doze. De doze, onze. De onze, dez. De dez, nove. De nove, dez, porque de oito para menos é humilhação. Seríamos então seres irracional se achando suficientemente racionais a ponto de voarmos? E por acaso nós voamos? Sempre tem alguma coisa inventada por nós que voa para nós. Isso é fato verídico e confirmado por fontes históricas.
Se as frases ditas têm poder de mostrar algo que teria sido abandonado, isso faz sentido. Se as frases não perdidas disserem que algo foi abandonado, serão também frases mentirosas. Frases idiotas. De dez, voltamos para o nove, de nove, nos tornamos oito, e de oito, sete. Passamos a nos sentir verdadeiras merdas achatadas num campo de cimento que ilumina a mente pessoal.
E o rebaixamento pessoal da mente caricata chega a um nível internacional. Crises, desumanidades em contradição com a população completamente não-humana que se lida com as capacidades e pressões do dia-a-dia de forma a sobreviver. E a sobrevivência se torna difícil, almejada, do fundo do lixo, como se fosse normal. Mas é normal, qualquer ser chamado de irracional sobrevive. Nós somos humanos, que droga! De sete, somos seis, de seis, somos cinco, de cinco, somos quatro.
E as coisas não parecem bem. Vírus, ele sim, minúsculo em seu ser microscópico, consegue melhor que ninguém ser o rei da morte. E ele mata mesmo, tome cuidado. Sim, podemos ter cuidado, devemos ter cuidado. Se o perigo de morrer assassinado por outro ser humano é grande, não deixa de ser grande porque é um vírus. De quatro, somos três, e de três, dois.
Uma unha quebrada, bolsa rasgada, meu cinto que arrebentou. Um computador falho, o dia trinta de fevereiro que deixa todas as pessoas intrigadas. A poluição sonora, o conceito sociológico de pecado interligado às mentes pacíficas pré socráticas desumanas da feiura plena. De dois, nos tornamos apenas um. E de um, zero.

Nada mais.

diminuindo sempre... aumentar?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Enchendo Linguiça: Enquanto isso no "busão"

Geralmente a maioria das cidades no Brasil com mais de quarenta mil habitantes já possuem algum sistema de transporte. Nas cidades menores, ele é mais simples e os ônibus nem são tão cheios. Mas, a medida que a população da cidade vai aumentando, a lotação dos veículos aumenta.
E o ônibus lotado sempre nos leva a perceber coisas bizarras. Pessoas de todo tipo andam de ônibus. Tem as metidas da área de saúde que nem tiram o jaleco. Aqueles aspirantes a emprego todos arrumadinhos. Os escandalosos que contam sua história de vida não apenas para quem está do lado, mas para todos os passageiros. Aqueles que fazem um discurso "preciso de ajuda", aqueles que fazem oração na frente de todos, a criança chorona, e por aí vai...
Quanto mais coisa diferente, mais normal. Um ônibus lotado pode ser um espaço cultural muito mais valioso que a própria rua, desde que usado com moderação. E educação.
Ceder o lugar a quem precisa se sentar é uma boa ideia, mas quem nunca se deparou com a situação "tá me chamando de velho(a), é?", nunca sentiu o ego ir lá pra baixo. Dá vontade de chamar mesmo, já que foi sugerido. Mas no geral, ceda o lugar, é importante. Quando vai descer peça licença, pois não tem coisa mais chata do que gente se esfregando nas suas partes baixas sem prévio pedido de licença. Use fones de ouvido, seu gosto musical é só seu, e por mais que uma ou outra pessoa também possa gostar, ele não é da conta de mais ninguém a não ser você, não incomode os ouvidos que não querem ser incomodados.
É muito feio ficar reparando nas pessoas "diferentes", ficar olhando, como se aquilo fosse aberração. É mais horroroso ainda saber que tem gente tão idiota ao ponto de falar. E motoristas, POR FAVOR, UM PEDIDO MUITO IMPLORADO: tenham calma, o pedal do acelerador não é Titanic pra ser afundado ao máximo.
No balanço do busão, a educação pode ser uma coisa boa... Digo, deve ser... 
Ah, lembrando que é de muita importância passar desodorantes, pois seu braço ficará levantado, se for em pé...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Enchendo Linguiça: Viver é arte, dar nome feio ao filho faz parte

"Muito prazer, Graciosa"
"Graciosa de que?"
"Graciosa Rodela, ao seu dispor"

Tem coisas que, sinceramente, tá difícil de acreditar que são verdade. E tem outras que a certeza nos dá isso, não tem nem lógica, ou você já viu alguém que se chama "Barrigudinha Seleida", ou então "Abrilina Décima Nona Caçapavana de Almeida"?
Na Internet, vários, centenas, quiçá milhares de exemplos de nomes feios que teriam sido registrados em cartório. Alguns, são verdade, e por incrível que pareça encontramos coisa hilárias como "Marimbondo da Trindade", "Disney Chaplin Milhomem de Souza", "Vitimado José de Araujo", "Maria Panela", e por aí vai.
Mas também fica meio difícil acreditar que pelo mundo anda uma tal de "Maria você-me-mata", o senhor "Otávio Bundasseca", a dona "Moranguia Reiner Werter Digesus", a querida "Maria Tributina Prostituta Cataerva" e por aí vai.
Se tratando de Brasil, com seu povo estranho, podemos dizer que sim, é possível que nomes como esses existam por aí. Mas, você e eu estamos nesse momento, nos perguntando o porquê desses pais colocarem esse nome nos filhos, pois, convenhamos, não é normal uma pessoa que põe em sua filha o nome de "Liberdade Igualdade Fraternidade Nova York Rocha". Mas tudo bem se for verdade.
Agora eu fico imaginando os irmãos que os pais insistem em colocar nomes parecidos, ou com o mesmo "tema". Inclusive foi entrevistado pelo SBT um homem que se chama "Xerox", e que tem duas irmãs, "Autenticada" e "Fotocópia". E também há outras histórias, definitivamente não comprovadas, de duas irmãs que se chamam "Mijardêmia" e "Merdanésia". E que tal conhecer a "Dialinda" e a "Noitelinda"? Ou as queridas "Defuntina" e "Finadina"?
Mas o prêmio de nome mais constrangedor da história da humanidade brasileira, com certeza vai pra queridíssima "Restos Mortais de Catarina".
Imploro do fundo do lixo: Você que está lendo esse post, não seja tão criativo como os pais dessas figuras, as crianças futuras não merecem...

PS: Uma dica: pesquise "nomes estranhos" no Google...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um ano!

Hoje faz um ano que tudo começou. E o Macaco Mosquito se tornou um "blog" de forma tão doida e tão especial. Quem acompanha desde 18 de novembro de 2010 sabe muito bem do que estou falando (será, não sei).
Um ano se passou, desde o "Eu tenho quase certeza de que estou no lugar errado", nosso primeiro post. desde o nosso primeiro seguidor, "Fernando Arantes", desde nosso primeiro comentário, da "Lania Magalhães", desde a chegada da doida da "Aninha Coelho" que começou a soltar propagando do blog pra todo lado e criou até mesmo uma página no Facebook. Mas além desses, vários fizeram com que esse blog se tornasse algo que funcionasse esse tempo todo. É difícil não largar, viu?
O macaco Mosquito ainda tem muito o que evoluir nos próximos anos. esse é o 01, vamos chegar a vários, podem ter certeza!!!!!
PS: Que venham o 02, 03, 04 sucessivamente...

sábado, 8 de outubro de 2011

Enchendo Linguiça: Conversa de msn num dia daqueles


Eu: Oi
Você: Tudo bem?
Eu: Tudo e vc?
Você: Bem tbm.
Eu: Hum...
Você: ...
(depois de quase uma hora sem nem lembrar que tem outra pessoa no msn...)
Eu: Saindo aqui... Xau
Você: Xau. Bjos.
Eu: Bjos.

PS: Vai me dizer que é mentira isso...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Enchendo Linguiça: Ver

Lançando uma pergunta filoófica, temos a noção de que as coisas que já vimos nessa vida são muito maiores do que um simples dedo na ponta da faca. Tudo bem, vamos aos fatos.
Ver não é ter nem ser, é ver. Quem sabe o que é ver algo sabe que não dá pra deixar de ver algo que não se tem visto. Mas tem muito mais formas de ter uma noção do mundo do que ver. Por exemplo, quando se aconstuma com o teclado do computados, todo mundo já sabe onde estão as letras. Isso é ver, mesmo sem ver, entendeu?
Por isso que 1+1=2 e meu cachorro late. Por isso que andar com os pés no chão é tão útil como lavar um copo sujo para poder beber água. Por isso que se perguntar requer uma autorresposta.
É tenso, mas faz sentido. Leremos as entrelinhas e procuramos entender algo que algum dia possa fazer sentido aqui, ou em qualquer lugar.
E por aqui vamos ficando sem saber o final desse texto sem fim. Se bem que ele já não tem fim mesmo, não é?
Mas mesmo assim, se quiseres, acabo com esse texto como acabo com a visão natural quando nos deitamos na cama e dormimos. e a vida lá fora continua.
Não se esqueça de continuar lendo, e vendo, e visionando, e...

PS: Só pros espertos que não entenderam o texto e pularam para o PS.

domingo, 12 de junho de 2011

Enchendo Linguiça: Nem todo rato rói a roupa

E ninguém precisa ser o rei de Roma para saber disso. Vamos aos fatos: primeiro que Roma não tem rei, e se é que teve um dia, eu tenho certeza que nenhum rato deveria ter roído sua roupa a ponto de isso se tornar um ditado popular.
Estava eu pesando comigo mesmo como é difícil entender coisas que nos fazem pensar: é como dizer que a água é mole. Bem, diria meu professor de química que a água é líquida, algo mais do que mole. Como ela pode ser mole? Mas isso não vem ao caso. O pior é entender que as palavras que falam por aí são tão bem colocadas que as vezes nos deixamos perder.
Voltando ao rato, temos que esse ditado tem algum sentido. porque o rato deveria roer a roupa apenas do rei de Roma, se Roma não tem mais rei vá-se lá milhares de anos? É uma injustiça com o coitado do animal, que, coitado, é culpado de inúmeros gritos de senhoras que sobem desesperandas em cadeiras, achando que isso é a coisa mais maligna do mundo (isso varia, é claro, tem muitos senhores que fazem isso também).
De qualquer forma, o rei de Roma com a água mole tem tudo a ver com as faltas de entendimento que existem em qualquer lugar.

PS: Se um rato roer sua roupa, vá a roma porque você tem boca. xD

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Enchendo Linguiça: Planejamento semanal para a semana

Se imagina no chão, sentado(a) no chão, com os pés tambpem no chão, olhando para o chão, sem poder se locomover nem sair do chão, sem ter noção de que aquilo é chão.
Isso seria ótimo, não? Não, seria péssimo. Vai saber...
Seguinte, hoje é uma quinta-feira típica. O povo já está no clima do depois de amanhã e nem se liga que vamos enfrentar rotinas clássicas por mais um ou dois dias. Que péssimo, que triste, que felicidade! Eu conheço uma pessoa que diz escrever Poesias de Boa Antítese. bem, para quem é louco a esse ponto, podemos esperar que a quinta-feira é apenas a quinta das sete feiras. Igual outra pessoa que conheço, que, quando criança, perguntávamos a ela qual era o dia da semana depois da sexta-feira, e ele dizia, em alto e bom tom de certeza: "é claro que é a sétima feira". Não é a primeira vez que falo de dias da semana aqui no MM, mas enfim, temos que ser realistas.
Nunca odeie a segunda-feira, principalmente se estiver acima do peso, você sempre diz que precisa dela, mas na hora de falar sério pensa: "que drogaaa eu quero sábado".
As terças-feiras são sempre coisas meio que de conformidade, parece que todo mundo, à noite, só pensa em uma coisa básica: não fazer nada, ou quase nada, até mesmo os que tem que fazer não fazem com aquela vontade (se isso inclui coisas "íntimas"... pense um pouco). 
As quartas são aquela coisa esperada por todos que gostam de ver 22 num retângulo verde. pros outros, sei lá, a variação é a pontode dizer um pleonasmo e dormir de olhos fechados mesmos, se não tiver opção do que fazer. Não é a toa que tem gente que usa quarta-feira como apelido pejorativo.
Ahhhh, chagamos as quintas, tipo como hoje. Não vou falar nada, é hoje, uai. Como posso dizer que hoje é quinta feira e como viver na quanta feira se a quinta feira é só uma terça feira de trás para frente. No mais, essa é a contagem regressiva: a terça é conformidade, a quinta é: "que droga, o fim de semana tá chegando e vai acabar".
Sexta, conhecido por uns como o dia do início do solto da franga. Mas varia de caso para caso. Para os odeadores de segunda, é uma tristeza, pois a segunda está só a três dias dali.
Sábado... Ah, o sábado, o grande dia. Se a sexta foi o início do solto da franga, caro leitor voce sabe muito bem que o sábado a franga solta toda louca mesmo (é claro que existem exceções de gente que insiste em não dizer uma coisa dessas, já fazer...).
Domingo é o dia mundial do tédio (depois das 20h), antes, porém, é o dia mundial do cada-um-cuida-da-sua-vida, dia dos gordinhos se prepararem para o amanhã. Dia de tudo, menos de nada.

PS: Se for seguir esse calendário, cuidado. Se não, cuidado também.

domingo, 10 de abril de 2011

Enchendo Linguiça: O vento, o chinelo e as baratas

Sabe... me disseram por aí que "o vento e o chinelo" foi a coisa mais criativa que já se foi feita nesse blog de depois das onze. Bem, as baratas só apareceram no final dela e vou dedicar esse tempo que me resta para falar delas... Coitadas.
Animaizinhas indefesas que só querem viver. Que coisa, já repararam nessa comparação? Lembra que eu disse que havaianas são boa para matar baratas? Pois é, a barata é sim um ser confuso. Pequenina, sem noção, sem uma vida própria a nãp ser a dela mesma (?), sobrevive a uma bomba atômica mas não a uma havaianada bem dada na cabeça.
Ai! Que dor, as baratas são seres estranhos mesmo. E se o vento (ah! o vento...) resolver levá-las embora, voando pelos furacões da vida por aí. Minguém sabe se ela vai morrer ou não, a não ser se houver um chinelo havaianas no caminho.
Eu tenho certeza de uma coisa, o nome já é preconceituoso, pensemos: um ser que morre com uma havaianada mas sobrevive com uma bombadaatômica, se chama barata? Deveria se chamar cara! Pois olhe só, eu, pessoalmente já levei muuitas havaianada e nunca morri (rs), agora bombadaatômica... Ironias da vida.

PS: Ah, não se esqueça, bombas atômicas não são boas para matar baratas... Então não use!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enchendo Linguiça: Chamar a Bina

Eu estava imaginando o quanto é difícil poderar entre receber trotes convenientes ou ridículos. E daí partir e dar trela a eles pode ser uma coisa natural ou até mesmo ser uma falta de criatividade da cabeça humana Se fosse eu, eu não saberia o que fazer. Mas o caso é aquele tão normal: quem é que nunca passou trotes na vida?
se não, digamos sinceramente  motivo mais óbvio da pergunta? trote pode ser uma coisa tão sadável e engraçada
Se fosse eu recebendo um trote ao estilo "Chame Bina" eu diria que seria algo como ser stável, ao ponto de sair mentindo por aí que um ET me ligou. ou não
Tá.  para ouvir esse tipo de baboseira, deve ter sentid
Aqui me deixo ser sem graase quiser graça, faça-se as referências. Clica lá no YouTube, o trote da Bina é a melhor coisa que inventara no quesito. pelomenos ao ponto de se dizer. Não dê moral, apenas diga que sim...

PS: Se um ET te ligar, não fique deprimdo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Enchendo Linguiça: A loucura

A loucura, pode-se dizer de passagem ou não (claro que vai de cada mente - esquisitice) é como essa imegem.
Pocotei o Pocotó!

terça-feira, 23 de novembro de 2010