Olhou para as janelas
"Pegue o vento"
E respondeu que não dava pra pegar o vento, mas dava pra sentir...
E isso lhe bastava
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Enchendo Linguiça: Sem encheção de linguiça, todo mundo parando
E o ano de 2012 chegou para abalar o sistema público (e privado, em alguns casos) brasileiro. O povo decidiu ir a luta pelos direitos que reivindicam. Greves, greves e greves de todos os tipos vêm acontecendo nos mais variados lugares do território nacional.
Transporte público, militares, médicos, bancos, professores, universidades, enfim, funcionários estão indo em busca do que sentem falta. Muitos direitos desrespeitados acabam deflagrando uma onda de greves que muitas vezes acabam sendo necessárias. Desde o início do ano que tem se percebido esse aumento sucessivo nas paralisações. E pelo jeito, vai continuar.
E cada vez a tendência é dos movimentos continuarem. Um forte exemplo, e que deve-se prestar bastante atenção a este pela falta de divulgação da mídia, é a greve que vem atingindo as universidades e institutos federais. Pois bem, poucos veículos de imprensa deram atenção necessária a essa situação. Na verdade, o que se observa é que muitos dos grandes veículos de comunicação sequer tocaram no assunto, e se foi feito, de forma o mais mínimo possível. Mas o que interessa é que não pode ficar assim. A situação nas instituições federais de ensino só tende a piorar. Atualmente, pouquíssimas ainda não aderiram ao movimento nacional.
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - Andes) defende que o atual modelo não atende a uma evolução do professor ao longo da profissão de modo satisfatório. O Ministério da Educação acaba por considerar a greve precipitada, dizendo que o plano de carreira está para ser implementado no ano de 2013. Enquanto isso, professores de braços cruzados e alunos sem estudar. Segundo o Andes, o movimento continua até o governo apresentar propostas para a categoria.
Enquanto isso, braços cruzados, alunos sem aula.
domingo, 3 de junho de 2012
Sonho de uma noite mal dormida
Sete vozes eu ouvi, chamavam por mim, mas não pelo meu nome. Eu sabia que chamavam, e que eu precisava estar lá. Eram sete pessoas. Não se sabia se eram homens ou mulheres, mas eu percebia claramente que eram sete pessoas. Os encontrei, num lugar uniforme, quase nada familiar. Olhei profundamente em cada um, que vestia uma roupa, cuja beleza e minimalismo nos detalhes imedia-me de identificar o que realmente estava em seus corpos, e cada uma de uma cor. A pessoa vestida de preto veio me dizer algo, sua voz era muito baixa, eu não conseguia ouvir. A de azul, que vestia a mais bela cor que já se viu pelos céus, disse-me que nossa vida é um balanço de criança. Sobe, desce, mas sempre estamos querendo almejar o mais alto.
A terceira pessoa vestia um roxo quase que de luto. Eu percebia em seu olhar que não representava algo bom, estava tão cabisbaixa quanto uma criança que perde seu pirulito. Se aproximou, e apenas me pediu que eu não me iludisse. Fiquei me perguntando com o que, mas a pessoa de verde, que trazia em sua roupa uma cor inexplicável, mais puro que qualquer folha, que qualquer esperança. E parecia-me uma pessoa sensata. Não acabar com o mundo, o mundo é nosso lugar, e foi isso que ouvi de sua boca.
Aquela pessoa de vermelho, pulava feito uma adolescente que descobriu seu primeiro amor. Não me disse nada além de três palavras que entraram em meus ouvidos de uma vez e nunca mais deveriam sair: ame muito mais! A roupa amarela da sexta pessoa me ofuscou os olhos com sua pureza indescritível. Apenas viva! Disse, olhando em meus olhos quase fechados com a luz que se emitia de si.
E de repente, após estar escondido pela sombra das outras pessoas, me sai alguém vestindo uma roupa branca. Se aproximou de mim, devagar, e pegou minha mão direita. Eu reconheci em seu rosto a pessoa que foi minha moradia desde que eu me tornei um simples ser humano. Pegou minha mão direita. E do nada só havia ela ali, pois ela era quem me deu a vida, e estava de branco, a mistura de todas as cores. E a vida é isso, todas as coisas juntas.
Acho que eu tinha entendido!
Então meu despertador tocou...
.
.
.
PS: Texto escrito em dezembro de 2009, achado perdido em registros aleatórios que quase foram para o lixo.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Minitexto #2
Lugar de poucos, lugar de loucos.
Lugar de poucos loucos. Não. De muitos loucos.
Loucos que eu amo. Me dão vontade de viver.
Lugar de poucos loucos. Não. De muitos loucos.
Loucos que eu amo. Me dão vontade de viver.
Curtura i Árti: "Na tela da TV, no meio desse povo"
De um modo geral, um dos aspectos mais abrangentes da "curtura brasileira" é a televisão. Essa caixa luminosa que mostra imagens aos nossos olhos nos fascina neste país desde que chegou aqui, nos anos 1950. Aquela vontade louca de apertar o botão que acende uma luz que se movimenta para ficar por horas e horas estático sentado em um sofá pareceu muito bem-vinda. E foi.
Atualmente, a televisão ainda é um dos meio mais utilizado em todo o mundo, nós ainda insistimos em ver imagens movimentando-se enquanto ficamos parados. E dá para percebemos que a televisão ainda será um dos meios de comunicação mais utilizados no mundo por muito e muito tempo.
Infelizmente, ela encontra uma barreira de problemas e um meio de aculturação forçada de uma população. Antes da Internet (acredito que ainda hoje) as pessoas viam (e veem) na televisão um meio de adquirir cultura. Bordões de novelas e séries, jeitos de se vestir das atrizes, o gosto musical. Pouca coisa não passava (e ainda pouca coisa não passa) pela televisão. É óbvio que não se deve negar que de mais ou menos uns vinte anos para cá o avanço muito rápido da globalização (resumindo: surgimento da Internet) abriu as pessoas a um conhecimento muito maior do que o que é mostrado "na tela da TV, no meio desse povo". As noticias, por exemplo, que na televisão são mostradas de uma única forma, ganham várias versões nas outras formas de comunicação. A televisão manipula, muitas vezes aliena de fatos que deveríamos saber, mas infelizmente muita gente só tem esse meio de recepção de fatos.
Poiss não se deve negar que em todo o mundo há muito mais casas com uma TV do que com um computador, e há muito mais casas com um computador sem acesso à Internet do que com um computador com acesso à Internet.
A televisão ainda dita regras, ainda manipula as notícias, mas ainda é a mais forte forma de diversão encontrada pelas pessoas que, não satisfeitas em sair de casa depois de um longo dia de trabalho, ficam em suas casas. E apesar dos avanços de tecnologias que encontramos, que podem muito bem abrir caminhos a um conhecimento de "curtura i árti" e dos fatos no mundo, todos se rendem a pelo menos alguma coisa que passa na televisão. Aquelas séries que muita gente passa meses baixando da Internet surgiram onde?
Antes de apenas falar mal, procuremos possibilidades... Tudo tem dois lados...
Assinar:
Postagens (Atom)
