segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Insignificância Significante
De sete mil milhões, sou apenas mais um, numa esfera que está numa distância segura de uma bola de fogo gigante, e isso me permite estar vivo. De sete mil milhões, sou apenas mais um perdido no espaço de um tempo que só anda para frente, e tenho que me conformar com isso. De sete mil milhões, sou apenas mais um que faz parte dessa gigantesca coisa chamada mundo. De sete mil milhões, sou apenas mais um, um ponto entre tantos, que faz parte de outro ponto entre tantos outros, nessa coia chamada Universo. De sete mil milhões, sou apenas mais um, significante insignificante, capaz de fazer a diferença mesmo sendo um ponto que vive num ponto. Porque a vida é isso, são sete mil milhões de vidas de uma única espécie, onde cada um, junto aos milhares de enésimos milhões de vidas que há nesse pequeno ponto, faz a diferença. Assim como esse pequeno ponto que vivemos faz a diferença também. Existiriam milhares de enésimos milhões de pontos como esses espalhados pelos cantos do Universo? Por que não?
domingo, 5 de agosto de 2012
Minitexto #10
Luz, som, festa! Que rufem os tambores, está chegando a hora
A hora vai passando, vai passando
Já amanheceu a dor no corpo, promete não fazer aquilo mais
E na outra semana... Luz, som, festa!
(...)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
A terra da Rainha recebe os cinco anéis
E nesta sexta-feira os olhos do mundo estavam curvados de novo diante da terra da Rainha, que celebrava, em sua capital, um dos poucos eventos que reúne gente do mundo todo numa cidade só. E do dia 27 de julho até 12 de agosto ficarão assim, dessa mesma forma. Realmente é incrível como as pessoas, de uma forma ou de outra, entram no chamado espírito olímpico. De repente, aprendemos nomes de países que muitos não sabíamos que existiam, passamos a querer entender pelo menos um pouco do que é ser de outra terra, e buscar na disputa a pacificidade que a cada dia que passa o mundo mostra que ela existirá cada vez menos.
Bom, é interessante ver que um espetáculo grandioso e cinematográfico abriu o que chamaríamos de maior evento da face da Terra. E o mundo inteiro parou para ver os cinco anéis chegaram em representações cenográficas de ferro forjado que deram sequência à representação figurada da rainha pulando de um helicóptero! Sim, meus caros, a mordernidade chegou á realeza... Ou seria apenas uma mudança de ver o mundo? E as crianças mostraram que, sem elas,não existe mundo, não existe sequer aquilo que chamamos de futuro. Mas será que estamos dando um futuro decente a todas as crianças que existem? Será que, antes de colocar mais pequenos seres no mundo não deveríamos pensar nos qe já estão aqui? Bem, o grande espetáculo não parou.
Agora sim, veio aquele momento. O momento em que os leigos de geografia piram ao descobrir que exitem países chamados Antígua e Barbuda, Burkina Faso, Djibouti, Liechtenstein, Tonga, entre tantos outros. Sim, existem, e fazem questão de mostrar que o mundo está presente ali. E dane-se se é um evento esportivo, e que muitos não tem a menor chance, o que importa é que cada um deles, que viajou sei lá quantos quilômetros para a terra da Rainha, está pensando, nesse momento: "se eu não conseguir, pelo menos eu posso provar pro mundo que tentei, e que meu país pode sim representar perante o mundo todo, algo pacífico".
É, não existe coisa melhor para fazermos pensar na vida do que um evento que receba o mundo todo de forma completamente sem um respingo de sangue. Quem dera se todos os momentos fossem assim. Que nos próximos dezesseis dias, os cinco anéis coloridos e a chama acesa na terra da Rainha nos façam pensar em algo que falta a muitos de nós: humanidade.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Enchendo Linguiça: Oitocentas e quarenta páginas
Sabe, certo dia me criticaram porque eu lia um livro que não era nem um pouco querido por todos que o possuíam naquele momento. Bom, o livro não era nem um pouco querido por quê? Eu poderia dar meus palpites, talvez porque a grande maioria só tinha preguiça por causa de seu tamanho um tantinho maior do que o que seria considerado normal para eles. São oitocentas e quarenta páginas. Mais de oitocentos postos de conteúdo prontos para seres explorados da forma que o leitor achar melhor: o que é característica de qualquer livro, claro, com mais ou menos desse número.
Pois então. Julgar um livro pela capa é péssimo, mas o cúmulo de qualquer falta básica de conhecimento é perceber que existem pessoas que julgam um livro simplesmente porque ele tem certo número de páginas. Já vi muita gente deixar de ler algo sobre assunto de seu gosto porque tinha página demais. Ao contrário do tema desse post, encher linguiça é uma coisa muito chata, mas convenhamos que só descobriremos a encheção de linguiça se pararmos para ver o conteúdo.
E é por isso que ler é a melhor forma de descobrir se a leitura vai ser boa, adequada ou não. Ler um livro de oitocentas e quarenta páginas pode ser bom para mim e péssimo para você. Mas será que seria péssimo para você apenas porque são de um número grande de páginas? Não seria justo que fosse ao menos péssimo porque o conteúdo - esse sim sendo importante - não lhe agrada? O que importa não seria o conteúdo, dane-se se com uma única ou milhares de páginas?
Talvez seja por isso que muita gente se coloca no direito de reclamar que não aprende as coisas, tem muito conteúdo disponível para assimilar porém está preocupado com o tanto de páginas. Bom, o ato de não conseguir aprender sem tentar aprender dispensa comentários. Leia pouco, leia muito, leia o quanto puder... Leia!
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